Tudo as coisas ou algo assim

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Gangrena Gasosa - Black Velho





Black Velho
Gangrena Gasosa

- ô preto véio teu filho tá aqui,
Pra mode o sinhô poder me ajudá
A praga que meu inimigo jogou
Nem patuá vai tirá

- zinfio quirido fêiz bem,
De aqui pro congá do pai véio vortá
A minha linhagem é traçada de exú
E minha cabeça é do maior orixá

- meu véio se tu me quer bem
Ajuda minha vida se desamarrar
Me benze, me reza, me abre os caminho,
E faz um trabalho pra me levantar

- fala com véio qual é teu pobrema,
É praga, trabalho ou feitiço?
A bença do véio disfaiz as demanda,
Quebra as inganga e afasta o catiço

- conheci uma loira na sua curimba
O sinhô que me apresentou
Ela era cambono e dançava na gira
Mas fez um feitiço que me amarrou

- colei com essa mina mas vou te contar
Ela atrasa minha vida legal
Fulana sinistra me deixa na pista
E ainda me explana geral

-é a maior fofoqueira, puta metaleira
Que bebe até passar mal
Ela fuma maconha, ela rouba na feira,
E me chifra na cara de pau

- burrice não cura eu cansei de avisá
Colar com piranha é desemprego
Reza nem vela vai adiantar,
Tome um banho de descarrego

- o preto véio nunca te enganou
Falta de aviso não foi
O véio falou e você não escutou
Agora zinfio é bôi

Roubou minha cueca, fez chá de calcinha
E disse que engravidou
Entrou na minha casa trazendo a família
Depois nunca mais me largou

Falei contigo dessa pomba gira
Você que não quis me escutar
Fez merda se vira não posso ajudar
Vergonha na cara não dá pra arrumar