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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Agrotóxico - Caos 1998





Caos 1998
Agrotóxico

Andando com medo
Na própria quebrada
Tudo se inverteu,
Povo contra o Estado
Ninguém mais é honesto
São todos errados
Ninguém mais vacila,
Estão todos armados

Sobre seus ombros,
O peso da morte
Na alça de mira,
Um pobre coitado
São psicopatas,
Atrás de uma farda
Batendo e matando
A troco de nada

Abuso de poder
Pra poder me prender
Com ou sem um porquê
Maldita polícia,
Irá se arrepender

Luzes piscando
Sirenes ligadas
Por que estou assustado,
Se não devo nada?
Me sinto um estranho
Em minha cidade
Basta estar na rua
Para ser culpado

Pra esses malditos
Que impõem suas leis
Com suas fardas cinzas
E revólver nas mãos
Não sigo suas regras
Não faço seu jogo
Já fiz minha escolha:
Sou eu ou vocês

Abuso de poder
Pra poder me prender
Com ou sem um porquê
Maldita polícia,
Irá se arrepender

Procuram uma arma
Cheiram minhas mãos
Se não te fiz nada,
Qual é a bronca meu irmão?
Não estão satisfeitos
Querem me encarquerar
Bancar autoridade
Pra poder me espancar
Mudei de conversa
Seja certo ou errado
O sistema me reprime
Marginal vou virar,
Agora sou assassino,
Agora estou armado
O sistema venceu,
Me chutou pro outro lado